Em nossas loucas tentativas, renunciamos ao que somos pelo que esperamos ser.
Eu estou sempre fazendo aquilo que não sou capaz, numa tentativa de aprender como fazê-lo.
Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.
Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
Quando um sonho dá errado sempre nos restará outro sonho para sonhar.
Todos os dias eu morro.
E, junto comigo, morrem também os meus esforços, minhas tentativas, meus fracassos e até as minhas vitórias. Felicidade é saber que em cada amanhecer eu torno a viver, e sempre posso ser melhor do que eu fui antes.
Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo de lembrar que te esqueci?
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Meus pêsames, coração!
Poderia começar escrevendo um conto feliz,
Mascarar os últimos acontecimentos,
Ser mentiroso comigo mesmo
Poderia começar falando das rosas do jardim,
Poderia começar recitando Fernando Pessoa num dia pacato como hoje,
Poderia começar a ditar as frases mais belas de superação que uma pessoa especial diria para dificuldades tolas como essa
Poderia, mas, não consigo
Não consigo, porque, antes de falar, escrever, recitar, ditar, eu preciso andar e começar a colher
Colher os pedaços soltos de um coração partido
O amor é o veneno da realidade
Veneno que camufla e faz doer internamente
a se confundir com um ataque cardíaco...
Preciso receber socos para que possa voltar a ficar são
Preciso receber tapas para que a embriaguez amorosa se esvai e se dissipa
Preciso receber empurrões para que eu caia e consiga me levantar depois
Estar sozinho
É a solução que tenho que admitir, não é o por quê eu quero,
Mas, a tentativa de ainda tomar seus pedidos para mim, como se eu o estivesse satisfazendo...
Abrir mão de um futuro planejado, de uma casa feita, de móveis e decorações colocados, de promessas trocadas, de uma intimidade invadida, de um olhar profundo, de um toque dos seus dedos sobre mim...
A minha solução, diante disso: recomeçar!
Mascarar os últimos acontecimentos,
Ser mentiroso comigo mesmo
Poderia começar falando das rosas do jardim,
Poderia começar recitando Fernando Pessoa num dia pacato como hoje,
Poderia começar a ditar as frases mais belas de superação que uma pessoa especial diria para dificuldades tolas como essa
Poderia, mas, não consigo
Não consigo, porque, antes de falar, escrever, recitar, ditar, eu preciso andar e começar a colher
Colher os pedaços soltos de um coração partido
O amor é o veneno da realidade
Veneno que camufla e faz doer internamente
a se confundir com um ataque cardíaco...
Preciso receber socos para que possa voltar a ficar são
Preciso receber tapas para que a embriaguez amorosa se esvai e se dissipa
Preciso receber empurrões para que eu caia e consiga me levantar depois
Estar sozinho
É a solução que tenho que admitir, não é o por quê eu quero,
Mas, a tentativa de ainda tomar seus pedidos para mim, como se eu o estivesse satisfazendo...
Abrir mão de um futuro planejado, de uma casa feita, de móveis e decorações colocados, de promessas trocadas, de uma intimidade invadida, de um olhar profundo, de um toque dos seus dedos sobre mim...
A minha solução, diante disso: recomeçar!
domingo, 15 de junho de 2014
Disfarce
É engraçado como meus sonhos e metas crescem numa proporção bem maior que você os vê...
É engraçado como meus desejos são diferentes dos seus...
É engraçado como você tem medo ainda de namorar, viver junto, estar junto, crescer juntos, união...
É engraçado que, por mais recente, é tarde dizer "chega" ou "não quero mais"...
É engraçado como você e eu fomos audaciosos...
É engraçado como você me cativou e, assim, eu o cativei...
É engraçado como você assimila o espírito conjunto nesse seu mundo só seu, em que o egoísmo domina e tudo, que você supõe estar certo, só está certo nesse seu mundo...
É engraçado como você vive o presente por experiências passadas; e eu, vivo o presente pensando no futuro...
É engraçado como você sonha sem dar os primeiros passos...
É engraçado como você quer crescer só com sonhos e, como eu quero crescer só com vontades...
É engraçado como você mudou e tem mudado...
É engraçado como você me ignora, mesmo querendo saber o que estou fazendo, onde estou ou como estou...
É engraçado como você sente quando eu mudo...
É engraçado como você, em momentos de fúria, fala sem pensar, fala o que quer, fala besteira sem ao menos sentir se vai machucar a mim ou as consequências disso...
É engraçado como você é rude sendo carinhoso, ignorante sendo romântico, chato sendo presente, idiota sendo engraçado...
É engraçado como você, depois disso tudo, ainda quer viver do meu lado, ainda me abraça dormindo, ainda cruza as suas pernas nas minhas, ainda se preocupa nas minhas refeições, ainda quer saber como estou, ainda me quer...
É engraçado que eu, também, o quero bem perto de mim!
É engraçado como meus desejos são diferentes dos seus...
É engraçado como você tem medo ainda de namorar, viver junto, estar junto, crescer juntos, união...
É engraçado que, por mais recente, é tarde dizer "chega" ou "não quero mais"...
É engraçado como você e eu fomos audaciosos...
É engraçado como você me cativou e, assim, eu o cativei...
É engraçado como você assimila o espírito conjunto nesse seu mundo só seu, em que o egoísmo domina e tudo, que você supõe estar certo, só está certo nesse seu mundo...
É engraçado como você vive o presente por experiências passadas; e eu, vivo o presente pensando no futuro...
É engraçado como você sonha sem dar os primeiros passos...
É engraçado como você quer crescer só com sonhos e, como eu quero crescer só com vontades...
É engraçado como você mudou e tem mudado...
É engraçado como você me ignora, mesmo querendo saber o que estou fazendo, onde estou ou como estou...
É engraçado como você sente quando eu mudo...
É engraçado como você, em momentos de fúria, fala sem pensar, fala o que quer, fala besteira sem ao menos sentir se vai machucar a mim ou as consequências disso...
É engraçado como você é rude sendo carinhoso, ignorante sendo romântico, chato sendo presente, idiota sendo engraçado...
É engraçado como você, depois disso tudo, ainda quer viver do meu lado, ainda me abraça dormindo, ainda cruza as suas pernas nas minhas, ainda se preocupa nas minhas refeições, ainda quer saber como estou, ainda me quer...
É engraçado que eu, também, o quero bem perto de mim!
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Negligência de uma Rotina
Difícil, difícil, é narrar a monotonia do Amor. O Amor não se força, não se escreve sozinho, antes deixa que o narrem com tempo, com serenidade e carinho. O sentimento Amor é vivido conjuntamente e lealmente.
Amor é palavra que brota do silêncio quando ninguém se atreve a falar.
Amor é um relato que não se estuda ou decora, antes se veste como um mérito, uma bênção reclamada espontaneamente pela cumplicidade, lealdade, convicção e enamoramento. Não se sabe de onde vem ou como e quando se começa a instalar, mas a verdade é que a sua força é devastadora e difícil de ignorar.
E eu, aqui, apaixonado, com o coração repleto de amor, com os olhos abertos para um mundo mágico que nem sabia existir, consciente de tudo quanto me rodeia, a viver sob um céu mais azul desde que te conheço, constato, agora, a dificuldade que é narrar a monotonia do amor.
No Amor, não interessa se é o primeiro, ou o melhor; nunca se é o único.
Por isso, lealdade, ao contrário, de fidelidade!
O Amor é singelo e é essa humildade e generosidade, esse altruísmo que se renova constantemente em sorrisos naturais e espontâneos que se pode arrogar o mérito de ser alicerce dos amores mais genuínos, mais verdadeiros.
O Amor resgata-nos à solidão e renova-nos o ser. O Amor resguarda-nos e, ao mesmo tempo, projeta-nos refletindo o melhor de nós. O Amor torna-nos mais doces, ao mesmo tempo que nos torna mais fortes. O Amor projeta-nos a alma, que escondíamos na timidez e no conforto da nossa imaginada consciência de ser. O Amor enaltece as grandezas que nos rodeiam e torna-nos melhores.
Somos melhores com o amor!!
O Amor é mais difícil de escrever que a monotonia da serenidade não se gosta de exibir, mas, a verdade, é que não me canso disso...
A integridade dos sentimentos reforça-nos o ser, pois que, ainda que ninguém o consiga explicar, o amor, sim, é uma história mais difícil, porém, igualmente digna de se ler.
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