É
interessante observar a evolução do ensino e aprendizagem. O papel do professor
vem modificando e transformando realidades dia após dia. O professor é o grande
agente no processo educacional o qual, a partir da troca de afeto e cumplicidade
entre e com seus alunos, faz com que o conhecimento se engrandece e não se
perca. Uma vez cúmplices, a troca é mútua.

Passando
de uma posição acessória para necessária e fundamental, o papel do professor
começa a se valorizar. Grupos menores e distintos daqueles que estavam no poder,
sentindo-se prejudicados, começam a se questionar e a querer entender o sistema
em que estavam inseridos. A medida que a educação não é mais individualizada e
designada a uma parcela da sociedade, o Estado adquire mais uma
responsabilidade e o professor deixa de ser coadjuvante e passa a ser um
divulgador da informação e mediador de conflitos, passando a protagonista e
criando a sociabilização do conhecimento.
Não
só o professor vem mudando como, também, o ambiente escolar, gradativamente.
Hoje, pessoas com culturas, etnias e raças diferentes frequentam o mesmo
ambiente. A tradição teve que ser pensada e o respeito teve que ser ensinado e
processado. A globalização é a consequência de que o mundo está interligado,
está aberto para o novo e desconhecido. Existe um momento na história em que
toda a nação está tão acordada, que começa a sonhar. Junto com esse novo país,
existe uma nova geração. Essa geração nasceu em um país sem ditadura, sem o
medo da inflação e com a sensação de uma crescente prosperidade econômica. Sem
limites físicos ou sociais. Conectado com o mundo, cada dia mais digital,
exercita uma nova maneira de se relacionar. Um mundo sem fronteiras onde a
tecnologia permite trocas em múltiplos tempos e espaços. Pessoas alienadas não
se desenvolvem e ficam para trás, perdidas, em um ambiente com novos desafios e
mais complexo. E, requer preparação. A tecnologia oferece buscas rápidas, fonte
de dados intermináveis, processamentos quase que imediatos; e, a cada nova
geração, a facilidade de se obter conhecimento fica mais fácil e próximo.
O modelo de escola de transmissora do
conhecimento teve que ser reformulado, e não pára por aí: dia após dia, novos
projetos e modelos são inseridos e experimentados a fim de criarem um ambiente
afetivo e diplomático. A escola, juntamente com o professor, instiga o
conhecimento promovendo no aluno, ainda mais, a curiosidade ao conhecimento.
Apesar de não termos um projeto inspirador, a educação deixou de ser uma
questão dos brasileiros, no geral, e se tornou propriedade dos funcionários da
escola e professores. Agora, são semeadores do conhecimento, só a transmissão
não é o suficiente; as novas gerações carecem de incentivos para a busca, uma
vez que, para elas, o mundo tecnológico já está pronto, em fase de aperfeiçoamento.
O conhecimento específico se torna amplo e a necessidade de se criarem dúvidas
faz mover o conhecimento para a prática.

Nenhum comentário:
Postar um comentário