Sabe aquele relacionamento que não anda às "mil maravilhas", muito menos, não sei se posso chamar de relacionamento, porque, nisto, há reciprocidade, cumplicidade e companheirismo. Entre ser deixado de lado e jogado às moscas, para mim, não tem mais diferença.
Eu sei que sou dramático, neurótico, não louco, insatisfeito, carente. Irão me chamar de louco, neurótico, talvez, eloqüente. O mundo é cheio de opções sem ele/ela, mas todas elas me cheiram azedas e murchas demais.
Eu, hoje, me passei de Anônimo para, pelo menos, chamar a sua atenção. Coloquei um óculos, uma barba. A aparência desiforme e confusa a minha natureza. Consegui. Prendi sua atenção e conversamos. O mistério ainda continua, porque ela não disse o que estava sentindo ou o sufocando, talvez, não se abre com "estranhos". Não é transparente como se fala. Ou melhor, ela se abre com "estranhos" e dá atenção mais a eles e/ou o que escrevem do que um simples "oi" para mim.
Me olhei no espelho bem profundamente para enxergar minhas raízes e ganhar força, chorei algumas vezes, fiquei sentado no chão do banheiro, para ver se meu corpo esquentava um pouco ou porque estava mesmo me sentindo um lixo.
O ar-condicionado hoje está insuportável, mas eu não acho que mude alguma coisa desligá-lo. Frio. É assim que deve ficar, é assim que deve ser. Estar sozinho não muda nada, conheço bem esse estado e, de verdade, sei lidar até melhor com ele.
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